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18/09/2018

Como montar uma vitrine atrativa

Como montar uma vitrine atrativa

 

Quantas vezes você já parou pra olhar uma vitrine? Muitas né? Ainda mais quando você vê peças superfofas e imagina como seu filho ia ficar uma graça usando aquele pijama, combinado com aquela meia, que ia ficar linda com uma pantufa, e por aí vai... E o interessante é que tudo isso é pensado para atrair sua atenção e destacar os diferenciais do produto e as inúmeras formas de utilizá-lo.

Se você é lojista e quer aprimorar o espaço de exibição das suas marcas ou se você apenas não resiste a uma vitrine, este post é pra você! 😉 Convidamos a especialista em Visual Merchandising Audrey Biegelmeyer para contar pra gente algumas estratégias utilizadas para melhorar ainda mais a visibilidade dos produtos nos pontos de venda.

 

Com a evolução do comércio, foi preciso reinventar o varejo. As lojas retiraram os balcões que separavam os clientes dos produtos e passaram a disponibilizar acesso a todos os espaços do ponto de venda para que o consumidor pudesse tocar e experimentar os produtos. Para se destacar dentre a concorrência, a exposição do produto passou a ser importantíssima para atrair os olhares do consumidor. Assim, começa o papel do visual merchandising no varejo.

 

O visual merchandising (VM) é uma estratégia utilizada para organizar o ponto de venda com o foco em estimular a melhor experiência de compra e fidelização do cliente. Ele coloca em prática a utilização da identidade visual da marca. A equipe de loja é orientada a desenvolver diariamente esse layout, através do alinhamento na disposição dos produtos e na precificação, aliada à comunicação das campanhas criadas pelo marketing.

A vitrine é o primeiro impacto diante do consumidor e ainda é responsável por 50% da venda. Por isso, é preciso estar atento aos detalhes para se obter um bom resultado.
O ideal é criar agrupamentos entre os objetos que compõem a vitrine. Em cada agrupamento, deve existir o respiro, que é o espaço para que se enxergue todos os elementos. Toda vitrine deve ter um equilíbrio, seja ele assimétrico ou simétrico, que varia de acordo com o ponto focal que será trabalhado.

 

Agrupamentos podem ser simétricos ou assimétricos. Imagem: Retail Design Blog

 

Muitos não sabem, mas a iluminação também faz parte do VM. A iluminação deve estar focada no produto, nunca para o chão ou para o rosto do manequim. Afinal, o que está à venda é o produto e é ele que deve receber o destaque. Hoje, a maioria das lojas utilizam luzes de LED pela economia e, principalmente, por não manchar os produtos pela incidência diária de luz.
A precificação, além de ser uma exigência legal, é um dever. Tendo em vista que o VM tem por objetivo melhorar a experiência de compra, é imprescindível que o cliente encontre o que procura e, quando ache, tenha todas as informações necessárias.
Hoje é comum o uso de métodos antifurtos, como o alarme, cuja colocação deve ser pensada por vários motivos, como: não furar as peças com a agulha e não atrapalhar a visibilidade do produto no corpo do cliente.
A quantidade de peças expostas e a padronização das dobras auxilia na organização. A ideia é criar um layout harmonioso e que instigue o cliente a levar mais de um produto.

 

A japonesa Uniqlo aplica o conceito de visual merchndising em toda a loja. Imagem: divulgação

 

Além da vitrine, também é possível trabalhar um layout utilizado no varejo de moda do vestuário chamado de armários, no qual se trabalha uma estampa e suas cores complementares. O legal é montar looks criativos entre tops e bottons*, estudados para proporcionar o cross merchandising, que é a venda casada de um ou mais produtos juntos.
E claro, as cores tem papel fundamental no visual merchandising. O estudo das cores mostra que cada cor tem seu significado. Elas proporcionam contrastes entre estampas e cores neutras e, se bem utilizadas, podem até conduzir o cliente por todos ambientes da loja.

 

Visual de toda a loja condiz com o público. Imagem: Loja Fábula

 

E aí? Que tal usar o visual merchandising como um aliado nas suas vendas e adequar seus produtos, para deixar tudo harmonioso e prático para o seu cliente?

 

*Tops e bottoms = parte de cima e parte de baixo da peça

 

Audrey Biegelmeyer
Consultora de Franquias na Cia Hering desde 2010, lidera 42 equipes de vendas com mais de 150 pessoas entre RS e SC.
Desenvolve consultoria para o varejo há oito anos, auxiliando nas áreas de gestão comercial, treinamentos para equipe de venda, visual merchandising no layout de loja e vitrinismo.


Instagram: @audreybiegelmeyer
Linkedin: Audrey Biegelmeyer

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