Blog da Dedeka

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08/08/2020

Paternidade Sincera - Orgulho de ser pai

Ser pai é uma missão única, vivida por bilhões de pessoas diariamente. É compreender que prioridades são levadas a sério e que nem tudo lhe é possível, só que nada é melhor do que a companhia do seu filho. Ser pai é descobrir que 90% do conteúdo sobre ter filhos é voltado para mães, mas entender que em muitas ocasiões nós somos mesmo  meros coadjuvantes. Ser pai é cantarolar músicas de desenhos infantis em plena reunião trabalho. É não ter nojo de baba, xixi ou cocô. É se preparar para dar o banho e acabar levando um. É brincar com seu filho e acabar cochilando.

Ser pai é implorar por uma boa e duradoura noite de sono, ainda assim, lá no fundinho torcer para que o nenê venha pra nossa cama pra dormir cheio de aconchego, grudadinho. Ser pai é querer 30 minutos de sossego, mas morrer de saudade se ficar 30 minutos longe. Ser pai é utilizar a tática do banheiro pra conseguir esses poucos minutos de tranquilidade: desculpa amor, dor de barriga de novo!

Ser pai é saber que vestir um pijama pode ser uma batalha épica entre pernas e braços, lados e viradas. Ser pai é vestir o pijama da Dedeka ao contrário. Ops! Ser pai é dançar, remexer, pular, cantarolar e, se precisar, ficar pendurado no berço, bem coladinho, pra garantir que o sono engrenou.

Ser pai é sentir que a maior dor é aquela que seu filho está sentindo. No entanto, é descobrir que a maior alegria do mundo está guardada em uma gargalhada de um sorriso banguela que explode pelas suas palhaçadas mais bobas. Ser pai é ser recebido pelo olhar mais doce, contagiante e sincero. Ser pai é se dar conta de que as suas maiores comemorações serão pelas coisas mais simples do mundo, como um passo, uma palavra, um sorriso ou um abano.

Ser pai é uma vida, ou melhor, são duas vidas. Não é uma explicação, é uma sensação, são sequências de ações, de vibrações, de energia, de troca. É entender que a nossa vida ganha um sentido muito melhor quando ganhamos alguém pra dividir. E no fim, ser pai é querer que o seu filho seja uma pessoa do bem em um mundo melhor!

Érick Luchtemberg, pai do Théo de 9 meses

Eu sou o Márcio, atualmente mais conhecido como pai do Gu. Ou também dad, que é a palavra que escuto com mais frequência nos meus dias. E isso me enche de orgulho! Há 13 anos me descubro como pai, o que também tem me levado a entender cada vez mais o meu próprio (mesmo que ele não esteja mais entre a gente).

Me divorciei da mãe do Gustavo há 7 anos, e já fazem 6 que eu e ele dividimos a mesma casa e a mesma rotina. Ter ele próximo de mim todos os dias é uma das grandes realizações da minha vida, mesmo que tenha consciência (e que eduque ele para isso) que cada vez mais ele é do mundo. Tenho um pré-adolescente em casa e me sinto orgulhoso (de novo!) do homem que vejo meu menino se tornando.

Acho que esse é meu maior papel como pai: dividir princípios e valores, mas sem deixar de incentivá-lo a pensar por conta própria. Me orgulho – mas agora de mim! - por ter conseguido tornar um momento difícil pra gente, de ruptura familiar, numa oportunidade de uma maior aproximação. Sempre fomos muito unidos, melhores amigos. Mas com o que passamos assumi ainda mais os meus deveres como pai – o dar limites, o estabelecer horários, o criar rotinas. Na verdade, hoje em dia, é em cima da rotina dele que concilio a minha.

Minhas atividades de lazer se adaptam aos horários que as dele acontecem, assim como meus próprios compromissos pessoais. Me privo de algumas coisas, abdico de outras, mas não me arrependo nem um pouco disso. Meu novo núcleo familiar se estendeu: agora somos eu, o Gustavo, a Karen (minha esposa) e também a nossa cachorrinha Glória. E isso é o que tenho de mais precioso. Incluo eles nas decisões que preciso tomar e jamais assumiria uma oportunidade que me distanciasse desse meu bem maior.

Sou um pai e um homem orgulhoso (sim, essa palavra realmente me define),e digo que serei pra sempre pai, pra sempre bobo, pra sempre esse porto seguro com quem o Gustavo poderá contar – passe o tempo que passar.

Márcio Schiavo, pai do Gustavo de 13 anos

 

Nossa vida, nem de longe, é tão perfeita quanto nossas fotos e vídeos nas redes sociais. Esses são apenas alguns recortes de nossa rotina. Os bons recortes, diga-se de passagem. Na verdade, eu sou um pai chato, cheio de regras, de determinações, de leis, de princípios e de ordens. Encrenco com coisas que outras pessoas deixariam passar, não tolero certos comportamentos e não admito certas atitudes. A frase "deixa, é criança", na minha opinião, é o atestado da incompetência e do fracasso completo da educação. Ser criança não é desculpa para ser mal educado, impertinente ou ser aquele que dita as regras. Pelo contrário. Criança sem regra é aquela que abre as gavetas quando visita os outros, que corre na frente dos pais pelas ruas, que pulam em sofás. Eu sou um sargento. Cobro, exijo, determino. Me culpo muitas vezes por ser enérgico demais. Mas faço isso porque amo meus filhos e quero que sejam homens de valor, de princípios e que tenham respeito pelas regras morais. Sou pai solteiro há muito anos. Pedro tinha três anos e Lucas recém feito dois. Hoje, Pedro tem quase 11 e o Lucas já fez nove. Errei bastante, mas vejo o quanto acertei.

Mas vejo além disso: Vejo quem eles são e quem sou por causa deles. Não há ninguém que ame tanto, não há ninguém por quem brigue tanto, por quem faça tanto. Não há quem possa competir com esse amor. Eles têm apenas 1 ano, 3 meses e 3 dias de diferença. São a água e o vinho, mas também o fogo e a gasolina. Nada me faz tão feliz quanto meus dois Zés, como os chamo.

Pedro, meu Peter, veio ao mundo para me ensinar o que é o amor verdadeiro. Gentil, educado, amigo, companheiro, lindo, sentimental. Pedro é puro coração. É uma alma em um estágio à frente daquele em que vivemos. Sua sensibilidade e sua percepção de mundo muitas vezes me espantam, me assustam, mas sempre me ensinam. Eu quem escolhi seu nome. Pedro, minha pedra. A pedra onde edifico meu amor. O menino que conversa comigo apenas pelo olhar e por todo amor que tem por mim.

Lucas é meu Skywalker. O Guilherminho, como o chamo. É minha versão refinada. Lucas é o "tendel" em pessoa. Meigo, apaixonante, brabo, teimoso, amoroso e atencioso. Lucas é único. Até os 5 anos sabia exatamente quantas vezes havia dito que me amava e hoje é meu grude. Eu sempre agradeço por ele ter me escolhido como pai. E quanto aprendo sobre o amor com ele.

Aliás, quanto mudei por eles. Quanto tento mudar por eles. Como queria ser o melhor pai do mundo. Sei que não sou o melhor, mas faço o meu melhor. É pra eles que vivo e por eles que sigo em frente. Eu sempre digo: não importa se a gente morar num castelo ou em uma casa de apenas uma peça, o que importa é o amor que temos uns pelos outros. Cada dia vale a pena por ter eles em minha vida. Antes de ter, eu prefiro ser e eu sou pai. Sou pai de dois meninos extraordinários, que trouxeram a luz que me guia no meio da escuridão. Eu queria ser um pai melhor. Eu queria estar à altura do amor deles. Nada pode ser maior. Nada vai nos separar. Nada vem antes na minha vida.

E sim. Nossa vida é divertida. Nós brincamos, nós aprontamos, nós rimos, nós brigamos, nós discutimos, nós temos problemas. Mas nos amamos, e isso ninguém nos tira. Eu só tenho a agradecer a Deus pelos filhos lindos, queridos, educados e sinceros. Minha vida é por eles e para eles. Nossas fotos nas redes sociais não são uma justificativa pra dizer que sou bom pai ou algo do gênero. Eu tenho o que preciso, que é amor deles.

Guilherme Pulita, pai do Pedro, de quase 11 anos, e do Lucas, de 09 anos

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