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30/09/2019

Reprodução humana: o caminho para realização de um sonho

Reprodução humana: o caminho para realização de um sonho

O sonho de gerar um filho é uma realidade para muitos casais. Para as mulheres, em especial, a vontade de vivenciar a barriga crescendo, o corpo se transformando e de sentir uma vida se desenvolvendo dentro de si é um desejo que muitas vezes é alimentado desde a infância. Para os homens, da mesma forma. Descobrir-se como pai, educar uma criança para o mundo, ver-se no filho esperado.
No entanto, esse sonho nem sempre é fácil de ser alcançado por todos os casais. Reconhecendo essa realidade que atinge uma parcela representativa da sociedade, convidamos a Dra. Carla Schmitz Vigo, especialista em reprodução humana, para falar sobre esse tema para a nossa série de posts Maternidade Sincera.


Chances no primeiro ano

O tema da reprodução humana é rodeado por mitos e muita desinformação, o que pode acabar gerando muita ansiedade para aquele casal que está começando a tentar engravidar, ou para aquele que já está tentando há algum tempo. Por isso alguns dados mais objetivos são importantes para começar a entender um pouco melhor este mundo.

Ao contrário do que muitos pensam, as chances de um casal engravidar a cada mês de tentativas ficam ao redor de apenas 20%. Já após 12 meses de tentativas regulares, esse número sobe para 85%, ou seja, a grande maioria dos casais engravida dentro do primeiro ano. É muito importante ressaltar que gestações naturais podem acontecer após esse período, mas as chances de que isto ocorra diminuem com o passar do tempo. E é por isso que o diagnóstico de infertilidade é definido como um ano de tentativas regulares sem sucesso, e a ajuda do especialista já está indicada.


A busca por tratamento 

A decisão de buscar uma clínica de reprodução humana já pode ser um grande desafio para muitas pessoas porque ainda existem estigmas para os casais, especialmente para as mulheres que tem alguma dificuldade para engravidar. E isso precisa mudar. A busca por um atendimento qualificado pode ser fundamental para a realização deste sonho.
Ao chegar ao especialista, deve ser realizado o atendimento e investigação individualizados, para que se possa avaliar o tipo de tratamento que cada um necessita. Além da equipe médica, o atendimento deve incluir profissionais da enfermagem, psicologia e nutrição para que possa ser dada uma atenção integral para os casais.

Os tratamentos podem ser simples como indução da ovulação com coito programado ou com inseminação intrauterina ou mais complexos como fertilização in vitro. O coito programado consiste basicamente no uso de medicações orais para estimular os óvulos, e o acompanhamento ecográfico para orientar com precisão o momento que o casal deve namorar em casa. Já na inseminação intrauterina a ovulação costuma ser induzida com injeções e no momento da ovulação, o sêmen é coletado e processado para ser colocado dentro do útero da mulher. Nessas duas formas de tratamento a fertilização ocorre dentro do corpo da mulher. Já no tratamento com fertilização in vitro, as medicações utilizadas são injetáveis e tem por objetivo o desenvolvimento de um número maior de óvulos. Quando eles estiverem prontos, são retirados do ovário, levados para dentro do laboratório, onde vão ser fertilizados com o sêmen do parceiro. Depois, vamos transferir os embriões prontos para dentro do útero da mulher. Neste momento, basta embrião e útero se entenderem para que a gestação aconteça.
Vale lembrar que existem diversos tratamentos complementares que vão ser indicados dependendo da necessidade que a investigação inicial vai apontar. E às vezes são esses detalhes que fazem a diferença entre ter ou não um bebê saudável em casa. Buscar informações corretas e profissionais capacitados são fundamentais neste processo.



De olho no relógio

Outro aspecto importante a ser frisado dentro da área de reprodução é que o tempo é inimigo da fertilidade. Os 35 anos da mulher são considerados um divisor de águas importante, visto que depois dessa idade até um terço delas pode precisar de algum tipo de ajuda para engravidar. É recomendado que se iniciem as tentativas quando a mulher atinge esta idade, e para aquelas que não tem parceiro e que desejam ser mães, recomendamos um dos tratamentos que tem tido cada vez mais destaque na reprodução assistida, o da preservação da fertilidade.


 

Dra. Carla Schmitz Vigo

Dra. Carla Regina Schmitz Vigo
Diretora-Técnica-Médica da Effetto Reprodução Humana

www.clinicaeffetto.com.br

Médica formada pela pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS),com residência em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO 2010) e na área de reprodução humana  – Febrasgo e AMB. Mestre e Doutora em medicina na área de endometriose e infertilidade pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Fellow na área de Reprodução Humana no Jones Institute for Reproductive Medicine (EUA) e membro da Sociedade Americana de Reprodução Assistida (ASRM)

 

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