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17/07/2021

Brincadeiras e brinquedos para crianças de 1 ano e meio a 3 anos

Brincadeiras e brinquedos para crianças de 1 ano e meio a 3 anos

Brincadeira de alta qualidade é aquela que faz a diferença e que contribui de forma única para o desenvolvimento das crianças. Por isso, mamães e papais, é tão importante organizar o espaço do brincar, selecionar adequadamente os brinquedos e materiais conforme cada etapa dos pequenos, bem como interagir com eles nesses momentos.

Há pouco tempo atrás falamos aqui no blog sobre as brincadeiras de alta qualidade para crianças de 0 a 18 meses, com base no e-Book desenvolvido pela UNICEF chamado Brincadeira de Criança – brinquedos e brincadeiras para crianças pequenas (você pode acessar esse conteúdo aqui!).
E agora chegou a vez de trazermos algumas sugestões para a criançada de 1 ano e meio a 3 anos, que já tem um repertório maior de experiências: manipulam objetos, constroem coisas e costumam falar o tempo todo sobre o que fazem ou o que pensam.


Crianças de 1 ano e meio a 3 anos

Essa é uma fase de intenso desenvolvimento da linguagem e de grande interesse pelas brincadeiras imaginárias, onde é importante não apenas incentivar a fala, como também valer-se de desenhos e da escrita, mesmo que sejam apenas rabiscos (intenções de escrita), para ampliar as narrativas.
Além de acesso facilitado aos livros, que devem permanecer ao alcance fácil das crianças para serem “lidos” a qualquer momento, é importante estimular o gosto pela música e também pela dança. Brincadeiras em áreas externas, com água e com os próprios bichinhos da natureza (minhocas, borboletas, joaninhas), sempre supervisionadas por um adulto, propiciam a troca de experiências e também de diálogo, favorecendo a investigação e a reflexão da criança sobre o que está fazendo ou acontecendo. 
Vamos então às dicas?

 Brincadeiras de faz de conta
O brincar imaginário requer acesso a um mobiliário, brinquedos e utensílios que favoreçam essas atividades. Aqui valem bonecas e suas roupas e acessórios; itens de casa, como fogões, geladeira, mesas e cadeiras (tudo isso sempre no tamanho das crianças); telefone (de brinquedo ou que não funcione); objetos ou brinquedos diversos para fazer comida.
Toda essa oferta pode ser construída com materiais reciclados ou ainda utilizados objetos que sejam adaptados a novas funções - não tem problema! É assim que, ao ver uma mamadeira, a criança se torna “a mamãe que dá mama ao seu filho”, ou que ao ver um estetoscópio, ela interage na temática de “ser médico”. Ampliar essas narrativas é que dará ainda mais qualidade ao brincar. Por exemplo: a mamãe que dá mama ao seu filho pode ser estimulada a fazer o bebê arrotar depois e ainda colocá-lo para dormir, cobrindo-o com um paninho, “lendo” uma historinha ou cantando uma canção. Já a criança que brinca de ser médico com um estetoscópio, pode ser levada a descobrir a febre do paciente, usando um lápis como termômetro, bem como incentivada a questionar onde está o dodói ou a fazer curativos com fitas adesivas ou pedaços de pano. 
 

✅ Brincadeiras de expressão lúdica
Pintar, desenhar, construir. Aqui valem diferentes materiais: tinta, papel, lápis, cadernos, adesivos, cartões, máquinas de escrever, caixas de papelão, argila, tubos, tecido, madeira. Tudo isso pode ser explorado também como um grande projeto, que leve dias ou semanas para ser construído, sempre agregando novas oportunidades. Isso ganha muito significado quando acompanhado por um adulto.

 Brincadeiras na areia e na água
Para que se tornem brincadeiras de qualidade, é necessário o acompanhamento de um adulto e o aporte de materiais adequados. Por exemplo, ao brincar com a água, a criança pode dar banho em bonecos, lavar e guardar os objetos, aprender a se auto organizar. Por isso é importante que ela tenha autonomia para o local de acesso dos materiais, ao qual devolverá também após o uso.
 

 Brincadeiras que valorizem as diferenças
Nesta fase as crianças já começam a construir identidades próprias e a perceber as diferenças de traços físicos, cor e linguagem. Por isso é muito importante a intervenção dos adultos para a valorização da diversidade. Utilizar brincadeiras em que as crianças se coloquem no lugar daquelas que têm deficiência é uma forma de compreender e refletir sobre as dificuldades pelas quais elas passam. Então pintar com os pés, com a boca ou com as mãos ajuda a perceber o universo das paralisias ou deficiências físicas; andar com os olhos vendados ou colocar a mão em objetos dentro de caixas sem que vejam o conteúdo, faz refletir sobre a cegueira e sobre como podem auxiliar outras crianças nessas condições; deixar a televisão no mudo e tentar entender o que é dito, ajuda a compreender sobre a surdez; colocar meias grossas nas mãos e tentar abotoar a roupa ou amarrar o tênis, as fazem entender mais sobre a paralisia cerebral.

Alguns lembretes sempre muito necessários:
1) Valha-se nas brincadeiras de bonecos de diferentes etnias ou características (oriental, negra, cabelo liso, cabelo crespo).
2) Conte histórias sobre diferentes povos e culturas. Estimule que experimentem comidas regionais, usem roupas típicas ou vivenciem práticas de famílias ou comunidades diferentes das suas.
3) Lembre sempre que meninos e meninas devem ter as mesmas oportunidades de brincar com tudo, não existem brinquedos ou brincadeiras que sejam exclusivamente de meninos ou de meninas.
4) E sobretudo, sempre favoreça a abordagem positiva, mostre quão bonita pode ser a diferença e ajude a construção da identidade da criança por meio do brincar.

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